sexta-feira, 29 de abril de 2011

AGANJU II - MAIS UMA VERSÃO



OBA AGANJU

Oba Aganju o sexto Alâfin ou Rei de Ọyọ. Como Şàngó não deixou descendentes diretos, já que seus filhos foram todos mortos graças a experiência fatídica que ele próprio promoveu. Aganju o filho de Ajaka subiu ao trono sem qualquer tipo de disputa.
O reinado dele se mostrou longo e muito próspero. Ele tinha uma habilidade toda especial para domesticar animais selvagens e répteis venenosos, alguns dos quais podiam ser vistos rastejando sobre seu corpo. Ele também possuía em sua casa um leopardo dócil.
Possuía um bom gosto apurado. Embelezou seu palácio acrescentando praças na parte da frente e de trás, com filas de postes de bronze. E ele que deu inicio ao costume de decorar o palácio com tapeçarias.
Perto do fim de seu reinado travou guerra com um homônimo seu, Aganju o Onisambo, por recusar-lhe a mão de sua filha Iyayun. Nesta guerra, quatro chefes foram capturados e suas cidades destruídas, a saber: Onisambo e seus aliados Onitede, Onimeri e Alagbòna. E assim garantiu a noiva à força.
Mas seu reinado foi ofuscado por um grande problema familiar que se transformou em tragédia. Lubẹgò seu único filho foi descoberto tendo relações ilícitas com a sua amada Iyayun, por conta disso muitos príncipes e pessoas comuns perderam suas vidas. Aganju totalmente enfurecido sentenciou sobre seu único filho penalidade extrema da lei, que foi rigorosamente realizada. Com a morte de seu filho o rei foi tomado de grande tristeza, ele morreu não muito tempo depois, mesmo antes do nascimento de um sucessor para o trono.
Mas Iyayun carregava em seu ventre o filho de Lubegò, a única esperança de um sucessor direto. Em conseqüência disso frequentemente eram oferecidos sacrifícios no túmulo de Aganju com a intenção que ele deixasse Iyayun conceber este filho que seria a única forma de seu nome jamais ser esquecido, e de sua dinastia não terminar. E Aganju então, permitiu que Iyayun desse à luz a este filho, toda a população ficou feliz. Esta criança foi chamada de Kori, e até ele ter idade suficiente para subir ao trono, Iyayun foi declarada regente. Ela usou a coroa, vestiu os roupões reais além de ser investida com o Ejigba e o Opa ileke e outras insígnias reais, e governou o reino como um homem até que seu filho completasse a idade para ser o novo rei.
No Brasil é cultuado como sendo uma qualidade de Şàngó, mas na verdade é seu sobrinho.
E assim mais um Rei se transforma em Oríşa; inspirando as multiformes de Deuses da Justiça.

Texto publicado por Pai Wilson d'Oxum (Bambawara) onde alguns casos aqui relatados foi contado por seu pai Dorode Oba Dode, além de ter feito pesquisas nos livros: The History of Yorubas de Samuel Johnson, Dicionário Antológico da Cultura Afro-Brasileira de Eduardo Fonseca Júnior.

Um comentário:

Anônimo disse...

Boa tarde

sou nova de santo quando inicie eu yemanja ogunte meu ajunto era xango
eu sei da casa do zelador por motivos
q nao e da casa de orixa tbem agora eu jogue sou de yemanja com aira e ogum esta no meu caminhos seria uma yemanja iamasse com aira
um duvida aira e um orixa nao posso ser ajunto

obrigada