quarta-feira, 23 de setembro de 2009

YEMANJÁ - Aspectos







Orixá da harmonia em família, é considerada a Rainha dos mares e a mãe dos Orixás. Veste-se de azul e branco ou verde claro, portando seu Abebê (espelho-leque)decorado com uma sereia ou uma concha. Seu dia é Sábado e sua saudação é "Odô iyá!". Seus filhos, são autoritários, persistentes, preocupados, responsáveis e decididos. Amigos, protetores, faladores e não suportam a solidão. As mulheres, se comportam como super mães. Quando a segurança dos filhos e da família está em jogo, são agressivos e até traiçoeiros.

Aspectos Gerais

Dia: Sábado
Data: 02 de fevereiro
Metal: Prata e Prateados.
Pedra: Água marinha, cristal.
Cor: Branco, cristal, azul e rosa
Comida: Ebô de milho branco e camarão seco, manjar branco com leite de coco e açúcar, acaçá, peixe de água salgada, bolo de arroz e mamão.
Símbolo: Abebé prateado.
Elementos: águas doces que correm para o mar, águas do mar
Região da África: Egbà e Abeokuta
Folhas: pata-de-vaca, umbaúba, mentrasto
Domínios: maternidade (educação), saúde mental e psicológica
Saudação: Erù-Iyá, Odó-Iyá


Orígem e História

No Brasil é muito venerada e seu culto tornou-se quase independente do CANDOMBLÉ. É representada como uma sereia de longos cabelos pretos. Rege a maternidade, é mãe dos peixes que representam fecundidade. Seu dia é sábado. Nas grandes "obrigações", são oferecidos cabra branca, pata ou galinha branca. Gosta muito de flores e é costume oferecer-lhe de quatro a sete rosas brancas abertas, que são jogadas ao mar para agradecimento. Sua cor é o branco com azul. Usa um ADÉ com franjas de miçangas que esconde o rosto. Leva na mão o ABÉBÊ - leque ritual de metal prateado de forma circular, com uma sereia recortada no centro.


YEMANJÁ por presidir a formação da individualidade, que como sabemos está na cabeça, está presente em todos os rituais, especialmente o BORI.


É a rainha de todas as águas do mundo, seja dos rios, seja do mar. Seu nome deriva da expressão YéYé Omó Ejá, que significa, mãe cujo filhos são peixes. Na África era cultuada pelos egbá, nação Iorubá da região de Ifé e Ibadan onde se encontra o rio Yemojá. Esse povo se tranferiu para a região de Abeokutá, levando consigo os objetos sagrados da deusa, e foram depositados no rio Ogum, o qual, diga-se de passagem, não tem nada a ver com o Orixá Ogum, apesar de no Brasil Yemojá ser cultuada nas águas salgadas, sua orígem é de um rio que corre para o mar. Inclusive todas as suas saudações, orikís e cantigas remetem a essa orígem, Odó Iyà por exemplo, significa mãe do rio, já a saudação Erù Iyà faz alusão às espumas formadas do encontro das águas do rio com as águas do mar, sendo esse um dos locais de culto a Yemonjá.

Yemonjá é a mãe de todos os filhos, mãe de todo mundo. É ela quem sustenta a humanidade e, por isso, os órgãos que a relacionam à maternidade, ou seja, sua vulva e seus seios chorosos, são sagrados.

Yemanjá que se estende na amplidão,
Aiyabá que vive na água funda,
Faz a mata virar estrada,
Bebe cachaça na cabaça,
Permanece plena em presença do rei.

Yemanjá se vira quando vem a ventania,
Gira e rodopia em volta da vila.
Yemanjá descontente destrói pontes.
Come na casa, come no rio...

Mar, dono do mundo,
Que será qualquer pessoa.
Velha dona do mar.
Fêmea flauta, acorda em acordes na casa do rei,
Descansa qualquer um em qualquer terra.
Cá na terra, cala a flor d'àgua, fala...


Yemanjá é o espelho do mundo, que reflete todas as diferenças, pois a mãe é sempre um espelho para o filho, um exemplo de conduta. Ela é a mãe que orienta, que mostra os caminhos, que educa e sabe sobre tudo, explorar as potencialidades que estão dentro de cada um, como fez com os guerreiros de Olofin, mostrando o quanto eram bons em seus ofícios, mas dizendo ao mesmo tempo, que a guerra maior é a que travamos contra nós mesmos.

Yemanjá foi violentada por seu próprio filho, Orugan; Dessa relação incestuosa nasceram diversos Orixás e de seus seios rasgados jorraram todos os rios do mundo. Yemanjá acabou se desmanchando em suas próprias lágrimas e trasformando-se num rio que correu em direção ao oceano. Por tanto não é por acaso que as lágrimas e o mar tem o mesmo sabor.

Dissimulada e ardilosa, Yemanjá faz uso da chantagem afetiva para manter os filhos sempre perto de sí. É considerada a mãe da maioría dos Orixás de Orígem Iorubá. É o tipo de mãe que quer os filhos sempre por perto, que tem uma palavra de carinho, um conselho, um alívio psicológico. Quando os perde é capaz de desequilibrar-se completamente.

Yemanjá é a mãe que não faz distinção dos seus filhos, sejam como forem, tenham ou não saído de seu ventre. Quando humildemente criou, com todo amor e carinho, aquele menino cheio de chagas, fez irromper um grande guerreiro. Yemanjá criou Omulu, o filho do senhor, o rei da terra, o próprio SOL.

Texto: Tina

2 comentários:

Arthur de onire 2010 disse...

GOSTEI MUITO DO QUE LI E ADOREI AS IMAGENS, PRINCIPALMENTE O PENSANDO COM A CABEÇA DE UM NEGRO! AXE, QUE OGUM ABRA SEMPRE SEUS CAMINHOS.

Hunso Sueli de Vodun Abe disse...

Obrigada amigo/irmão. Com certeza Ogum está sempre ao meu lado. Obrigada mais uma vez.