terça-feira, 31 de dezembro de 2013

YEMANJÁ


Minha Mãe - Linda demais!
Ela une todas as coisas 
como eu poderia explicar, 
um doce mistério de rio, 
com a transparência de um mar.... 
Ela une todas as coisas, 
quantos elementos vão lá ... 
sentimento fundo de água, 
com toda leveza do ar 
Ela está em todas as coisas, 
até no vazio que me dá, 
quando vejo a tarde cair 
e ela não está 
Talvez ela saiba de cor 
tudo que eu preciso sentir 
Pedra preciosa de olhar ! 
Ela só precisa existir 
para me completar 
Ela une o mar 
com o meu olhar 
Ela só precisa existir 
pra me completar 
Ela une as quatro estações 
Une dois caminhos num só 
Sempre que eu me vejo perdido 
une amigos ao meu redor 
Ela está em todas as coisas 
até no vazio que me dá 
quando vejo a tarde cair 
e ela não está 
Talvez ela saiba de cor 
tudo que eu preciso sentir 
Pedra preciosa de olhar ! 
Ela só precisa existir 
para me completar 
Ela une o mar 
com o meu olhar 
Ela só precisa existir 
pra me completar 
Une o meu viver 
com o seu viver 
Ela só precisa existir 
para me completar



É só apertar o play



Ela une todas as coisas by Jorge Vercilo on Grooveshark

terça-feira, 10 de setembro de 2013


Iboru Iboya Ibosese!

Muito feliz pela minha iniciação em Ifá! Me foi ensinado nesta iniciação que a humildade, a paciência, o caráter, a dignidade e a sabedoria, deverão ser superiores a qualquer tipo de vaidade, prepotência, arrogância e ambição. Agradeço a todos que lá estiveram, Babalawos,Adalto, Egídio, Alírio Jr, meu Ojubona Paulo Victor(Pablito), Apetebis Claudia, Kely, Milana, Heloisa, Beth, Katia, pelo carinho e cuidado que me devotaram. Peço desculpas a quem não mencionei, ainda estou aprendendo os nomes de vcs, rss. A minha família e aos meus amigos pelo apoio e parceria,neste novo caminho que adentro.
Especialmente ao meu padrinho Jander Luiz OLUWOSIWAJU, Otrupon Anguede Ifá Kumbí omo oggun, por tudo que me ensinou, pela confiança que nós devotou, pelo respeito as nossas limitações, por não ter medido esforços para ficarmos bem, com todo respeito padrinho " O SENHOR É O CARA" e a minha madrinha Maria Clara, Apètèbí Àyánfá IreteYero, por toda delicadeza e dedicação que tratou a todos nós. 
Aos meus irmãos de iniciação Àwófá kán Carlos Osarete e Àwófá kán Marcos por todo amor que me dedicaram, para sempre juntos e misturados.





quinta-feira, 30 de maio de 2013

RELIGIAO

PARA REFLEXÃO

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nois
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios
Tenho que esquecer a data
Tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias
Ter a alma e o corpo nus...

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que aceitar a dor
Tenho que comer o pão
Que o diabo amassou
Tenho que virar um cão
Tenho que lamber o chão
Dos palácios, dos castelos
Suntuosos do meu sonho
Tenho que me ver tristonho
Tenho que me achar medonho
E apesar de um mal tamanho
Alegrar meu coração...

E se eu quiser falar com Deus
Tenho que me aventurar
Eu tenho que subir aos céus
Sem cordas prá segurar
Tenho que dizer adeus
Dar as costas, caminhar
Decidido, pela estrada
Que ao findar vai dar em nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Do que eu pensava encontrar!


Se eu quiser falar com Deus!

PARA OUVIR É SÓ APERTAR O PLAY

Se eu quiser falar com deus by Elis Regina on Grooveshark

terça-feira, 29 de janeiro de 2013


ÌPÒRI – O CULTO À PLACENTA

O ìpòri é um dos três elementos que constituem a alma. Ele simboliza a energia advinda diretamente de nossos ancestrais. Esta energia é ligada a nossa cabeça (orí), ao nosso eledá (guia ancestral, Orixá) e ao nosso destino (odù).
O ipori não é um ente individualizado, mas como uma partícula de hereditariedade, que impõe sua marca na personalidade, na vida, na saúde e portanto no destino de cada Ser. Uma espécie de “DNA espiritual”.
Por ser imaterial, após a morte da pessoa, o ipori se desprende e acompanhará aquela alma nas próximas reencarnações (atunwá), funcionando como um registro de ancestralidade, quase como uma “caixa preta” que registra ao longo de sucessivas existências, as emoções, as experiências, as marcas de ancestralidade, etc.
Observemos que o conceito de ancestralidade, é muito mais abrangente do que a idéia de mera consanguinidade.
O Ìpòri resume em si uma espécie de “força ancestral” que faz um elo entre orí do indivíduo, passando por seus antepassados mais remotos, até chegar a seus ascendentes divinizados (eledás).
Com este conceito, explica-se a força espetacular que funda os gêneros familiares, perpetua as culturas e une os Homens em uma cadeia global.

A cultura nagô simboliza o ipori como matéria da qual os Orixás escolheram a massa para nos moldar. Poderiamos comparar o ipori a massa que faz o pão. 
Antes de qualquer oferenda à cabeça, seja um bori, ou a simples oferenda de um obi, sempre o ipori deverá ser evocado, numa saudação aos ancestrais daquela pessoa.
O ipori é então reverenciado pelo oficiante quando este toca a sola do pé direito (lado paterno) e do pé esquerdo (lado materno).
Este gesto é repetido todos as vezes em que um iniciado está recolhido. Quando os mais velhos tocam a sola dos pés do “recolhido” para acordá-lo, estão despertando o ipori daquele irmão.
Por ser tão importante o ìpòri merece um ritual próprio, chamado de culto à placenta.
Este rito consiste no ato de enterrar o cordão umbilical e a placenta do recém-nascido aos pés de uma árvore existente na comunidade onde vive sua família, a fim de que seja então mantido o elo de ancestralidade que liga aqueles seres desde o òrun (céu) até o áiyé, despertando assim o enikéji (nome dado ao nosso duplo etéreo que vive no Òrun).  Enikéji: do Yoruba, Eni – pessoa, Kéji – Segunda.
Orí Inú é a essência do psiquismo, da personalidade da alma, que deriva diretamente de Olódùmarè, Deus Supremo. O Orí Inú e nossa essência, aonde Deus Criador soprou o seu hálito (èmí), e nos criou. O Orí Inú é o ser interior e espiritual do homem e é imortal.
O ipori é peça fundamental a este conceito. O Homem se torna imortal a medida em que se perpetua na essência de seus descendentes.
Entender o ipori como liame entre o ser e seus ancestrais, reafirma o forte conceito yorubá de respeito e de gratidão aos mais velhos, bem assim a necessidade de honrar aqueles que viveram antes e nos proporcionaram não só a vida, mas as condições de viver.
Contudo, em nenhum momento a reconhecimento do ipori como herança ancestral, exime o Homem de sua responsabilidade. Antes pelo contrário, reforça que a pessoa deve valorizar os elementos que herdou para aperfeiçoar-se, esmerando seu próprio caráter (ìwà).

domingo, 9 de setembro de 2012

SACRIFICIO - A UTILIZAÇÃO DOS ANIMAIS NO CANDOMBLÉ - PARTE II


Simbologia da utilização dos animais nos ebós 
Em Ose meji, Iyami fez um acordo com o Ifa de entregar seus filhos e os pássaros, para salvação da humanidade, em Owonrin, os quadrupdes tornaram-se objetos      de    sacrifícios e em irete meji substituíram aos seres humanos pelos animais para serem   sacrificados as divindades.
Os animais de maneira geral substituem vida à humana, (uma vida por outra), independentemente da virtude que possuem cada um: os mais habituais    para ebó são:


Os galos: para vencer situações, para a mulher contrair matrimônio, porque o galo representa o macho, é uma ave de batalha persistente.











A galinha : para o mesmo caso precedente mas para os homens, a galinha representa a femea.









As pombas; para ter filhos, casa, dinheiro e casamento, tendo em conta a capacidade que estas tem de reproduzir-se e fazer os seus ninhos. Proteção, dado que a pomba voa acima de muitos perigos.








O coelho; para ter filhos tendo em conta a sua capacidade reprodutora e escapar do falecimento ou a justiça pela faculdade de fugir e dissimulação deste animal.




O cabrito a cabra, o carneiro ou carneira; para saúde, dado que substituem o ser humano.











A galinha d’angola e a codorna:
Para problemas judiciais dado a facilidade que ambas
 tem de escapar de seus perseguidores











O porco: Reprodução,finanças, desenvolvimento, prosperidade geral, saúde..








O pintinho; para a abertura de orun, durante o nascimento, as iniciações e os itutu.







O pato: neutralizar o inimigo, provocar a falta de memória e manter-se alerta









O igbin: para pacificar, é o único   animal      que  não  é hostil com nenhum outro, o seu movimento  lento dá    uma sensação de regulamento, conforto e tranquilidade.









O ajapa: longa vida, casa, filhos, segurança, potência viril, proteção..







O peixe:para nutrir o ori, atrair  egum. Existem certos tipos de peixes, como por exemplo os peixes de lama e as sardinhas que têm uma grande vitalidade e uma capacidade de sobrevivência, mesmo sem água e do pargo que é o animal que faz a comunicação de ori com Olodumare.





O cão: sacrifícios diretos para fins saúde vitórias obtendo o favor do orisha ogun. Regulamento deste orisha.








O rato. Casamento, casa, dinheiro, gestação










Os lagartos; proteçao, das bruxarias malas.etc










O crocodilo: proteção geral, saúde, foi o único animal que Saponã, o Deus da varíola não pôde matar, etc...



SACRIFICIO - A UTILIZAÇÃO DOS ANIMAIS NO CANDOMBLÉ - PARTE I

Sacrificio


Há que se esclarecer de uma forma definitiva, verdadeira e sem hipocrisia, a utilização dos animais pelo Candomblé.
    Os animais comumente utilizados são, em via de regra: galos, cabritos, carneiros, pombos e galinhas da angola; machos e fêmeas. Sua forma de abate, é cortado o pescoço com faca bem afiada, o qual não sofre mais, nem menos, que os que são abatidos, aos milhares, diariamente, pelos grandes abatedouros, ou ainda, os tão procurados "caipiras", pelo seu melhor sabor e consistência, também o são abatidos, das formas mais variadas, sendo que a palavra sacrifício, é apenas um termo, uma forma de expressão, mas que, poderia perfeitamente, ser dito, abate. É feito algum tipo de comentário, por quem quer que seja sobre o abate industrial ou caseiro? Absolutamente não; porque? No fundo, no fundo, ninguém saberia dizer; Mas, intrinsecamente, já está embutido na cabeça das pessoas, pelas mesmas razões, já comentadas, de ordem religiosa, moral, conservadora... ou "pseudos" religiosos, moralistas...através de argumentos, os mais variados e convenientes, ao longo dos anos. Porém, quando essas pessoas, lêem na Bíblia Sagrada, em várias passagens, vou citar uma apenas, a mais marcante, em que Abel, "imolou" (sacrificou) um carneiro, para Deus, e o mesmo foi aceito, tão somente estava repetindo um ato já praticado, provavelmente advindo dos africanos, mas, que pela palavra usada - imolou - fica bonitinho e aceitável, mas sacrifício, não, este é um termo diabólico; que dizem dessas passagens bíblicas, nossos algozes?
    Continuando, após "imolar" o animal, cujo sangue é derramado, em local determinado, são retirados os "axés", que são as vísceras principais (moela, rim, pulmão, coração...) que serão cozidas ou fritas, colocados num oberó (prato de barro) e oferecidas como complemento. A carne, será consumida normalmente pelas pessoas, como se estivesse sido comprada em um supermercado.
    Esta forma como que é utilizado, o sangue e demais vísceras dos animais, tem uma causa e objetivo nobre, o de produzir uma energia, o axé, já tantas vezes mencionado, que ao menos, irá cumprir uma função, de maior ou menor importância, beneficiando o alvo de qualquer religião: o ser humano.
    Onde está a maldade, o diabólico, se ajudar alguém? O abate é o mesmo, só porque é um ato religioso? De um povo já tão, atacado, sofrido e discriminado pela humanidade, ou ao menos parte dela, tudo isto por interesse e influência de alguns? A barata, o pernilongo, a formiguinha, Ah! A formiguinha, animal de folclore, história e lendas, tão bonitinha, mas que, todos foram criados por Deus, com alguma função, que não me cabe analisar, mas criaturas divinas, claro que são insetos, vermes, nojentos, nocivos, e, devem se exterminados, esmagados, pisoteados, e muitas vezes, com ímpetos e rituais de sadismo e com plena satisfação, quer seja com o sapato, chinelo, vassoura, ou mesmo de forma maciça, com o advento do inseticida, mas que se processa de forma algoz, por envenenamento, a morte vem lenta e dolorosa... não importa a forma, desde que seja morto, esmagado de forma definitiva, e ainda olhamos o resultado, sem se importar se sofreram ou não, se ainda estão agonizando ou não, e ainda dizemos, que nojo! Matei mais um, se pudesse matava todos que existem no mundo.
Do ponto de vista, de que são igualmente, criaturas criadas por Deus (por outro não seria), que diferença tem dos animais imolados no Candomblé? O mundo sacrifica animais diariamente.
Com a palavra nossos algozes.

Autor desconhecido