domingo, 31 de dezembro de 2017

ASSOCIAÇÃO RELIGIOSA VODUN ABE OFERECE CURSOS:



Novas turmas do Curso Merindilogum - Jogo de Búzios iniciando em, Setembro/2017 das 16:00 as 18:00 hs, turmas terças e/ou quinta-feiras e aos domingos de 10:00 as 12:00 na Associação Religiosa  Vodun Abe -  Rua Caiabu 131 - Vaz Lobo - RJ

Inscrições e informações através dos tel.: 37342925/964518855- Sueli
Ainda temos vagas

terça-feira, 6 de junho de 2017

LETRA DO ANO 2017 NO BRASIL



LETRA DO ANO 2017 NO BRASIL

COMUNIDADE IFÁ ONTEM, IFÁ HOJE, IFÁ SEMPRE•QUINTA, 12 DE JANEIRO DE 2017


COMISSÃO ORGANIZADORA DA LETRA DO ANO

RAFAEL ZAMORA OGUNDA KETÉ

LETRA DO ANO 2017 PARA O BRASIL

Divulgação Oficial da Letra do Ano 2017 no Brasil pela Comissão Organizadora da Letra do Ano Rafael Zamora Ogunda Keté.

Este documento é dirigido a todos os irmãos, afilhados, Babalawos, Apetebis, Awofakans, Oriates, Babalorishas, Iyalorishas, Iworos, Povo Religioso de Santo, de Axé, a todos que acreditam em Ifá e a quem possa interessar.


Odu regente: OTURA NIKO

1º Testemunho: Iroso Meyi

2º Testemunho: Ogbe Di

Profecia: Ire Aye Oyale Tesi Lese Olofin

(Um bem de sorte e desenvolvimento econômico seguro e firme, por vontade de Deus)

Onishe si (Ko)

Onishe Ara – Paraldo (otan)

Onishe Leri – Obori Eleda ni Obi Omi Tutu

Otan Sibe

Ebo: Akuko fifeshu, leri eya tutu, asho funfun, gbogbo ashé, opolopo owo.


EWE (ERVAS PARA O ANO)

Abiú

Anileira

Anis

Bromélia

Rabo de Gato

Botão de Ouro

Canela da China

Girassol

Folha de abóbora

Folha Mamão Papaia

Folha Batata Doce


NOTA:

*DEVEMOS MANTER EM NOSSAS CASAS UMA IGBA (VASILHA PEQUENA) ATRÁS DA PORTA COM UM OVO, CACHAÇA E MEL PARA OS ANCESTRAIS.

*DEVEMOS COLOCAR TRÊS IGBAS (VASILHAS PEQUENAS) A OGUN . UMA COM CACHAÇA, UMA COM ÁGUA E UMA COM MEL.

Reza do Odú: “Otura Niko liko ikorewa liko ikobie kosi adifa fun Daduro Abo ati oti elebo”


ORISHAS QUE REGEM O ANO DE 2017:

- ORISHAOKO

Orisha Oko é um Orisha que representa a terra e a vida do trabalho agrícola. Está relacionado diretamente com a agricultura e o campo. Protetor dos arados. Dá fortaleza à vida porque proporciona os meios de manutenção da mesma dando os alimentos necessários para viver. Está fortemente relacionado a Ogún e a Olokun. É considerado o árbitro das disputas, especialmente entre as mulheres. É um trabalhador incansável e guardador de segredos. É o que mantém de alimentos todo o mundo, por ser ele, a própria terra. Assegura a prosperidade das plantações. Suas mensageiras são as abelhas. Representa a prosperidade e a fecundidade, por isso as mulheres estéreis recorrem a ele. Tem duas personalidades: de dia representa o homem puro e perfeito, de noite se disfarça de Ikú (a morte). Recebe os cadáveres que lhe entrega Ewá e os que lhe envia Oyá através de Obaluayé. Vive também nos telhados. Seu nome vem do Yorùbá Òrìsá Okò (Orisha da Agricultura).

Suas cores são vermelho e branco.

Oferendas: todos os tipos de frutas, legumes e hortaliças; inhame, batata doce; carne seca.



- OSHUN

Representa a intensidade dos sentimentos e a espiritualidade, a sensualidade humana, a delicadeza, a finura, o amor e a feminilidade. É protetora das gestantes; se representa como una mulher bela, alegre e sorridente, mas interiormente é severa, sofrida e triste. Ela representa o rigor religioso e simboliza o castigo implacável. É a única que chega até onde está Olofin para implorar pelos seres da Terra. Na natureza está simbolizada pelos rios. É a apetebí de Orunmilá. Está relacionada com as joias, os adornos corporais e o dinheiro. É a deusa do rio que leva seu nome na Nigéria. Viveu em uma caverna que ainda existe em Ijesa, na Nigéria, ao norte do Rio Nilo. Foi a segunda esposa de Shangó. Na Nigéria é adorada em muitas partes, ainda que seja na cidade de Osogbo, por onde passa seu rio, onde tem a maior quantidade de seguidores. O nome Osogbo provém da união de Oshun e Ogbo.

Oshun é o Orisha da água doce. Seu nome provém do Yorùbá Osún. Salvou o mundo voando como um urubu (Ibú Kolé), espécie de abutre. Também falou com Olofin, quando Olokun mandou o dilúvio. Foi Yemanjá quem lhe deu a fortuna de que sua casa fosse as águas doces. Pediu a intervenção das mulheres no Conselho dos Orishas.

Suas cores são: amarelo, âmbar e dourado

Oferendas: Omolokun, feito com feijão fradinho, camarão seco, dendê, cebola, sal e 5 ovos cozidos; Ochinchin, feito à base de camarões, acelga, cebola, azeite de oliva, vinho branco seco e ovos, bolinhos de gérmen de trigo com mel; 5 ovos brancos inteiros, crus, com mel de abelhas; doces de todos os tipos e frutos do rio.



BANDEIRA DO ANO 2017: LISTAS VERMELHAS E BRANCAS VERTICAIS COM BORDA AMARELA




No dia 08 de janeiro de 2017 foi realizada oficialmente a Cerimônia da Letra do Ano 2017 no Brasil. Após realizarmos as cerimônias necessárias com todos os Orishas, indagamos à Ifá por adivinhação em Atefá qual o Odù Ifá que vai reger o ano de 2017 para que possamos nos guiar através de seus conselhos. Como todos os anos, seguindo a tradição de nossa rama, a adivinhação foi feita pelo Babalawo mais novo, ou seja, o último Babalawo iniciado no ano de 2016, Sr. Roberto Cassio Almeida Ferreira Awo Irete Yero. Estavam presentes nesta data os seguintes Babalawos:

- Marcus Vinicius - Osa Kuleya (Obá kini bá)

- Nilson Churenga - Ogunda Leni

- Cláudio – Oshe Fun

- Danniel – Ogunda Dio

- Monteiro – Ogunda Koloso

- Janda – Otrupon Alaguede

- Paulo Vitor – Otrupon Ñao

- Evandro – Ogunda Biode

- Egídio – Oyekun Bika

- Robson – Ogunda Keté

- Junior – Ofun Tempola

- Adalto – Oshe Nilogbe

- Anderson – Okana Meyi

- Rosano – Osa Lofobeyo

- André – Otura Bara

- Diego – Ogbe Ate

- Junior – Ojuani Shobe

- Beto – Odi Atauro

- Fábio – Baba Eyiogbe

- Agutín – Osa Lofobeyo

- Bruno – Iwori Koso

- Roberto – Irete Yero



NASCE NESTE ODÙ

A Agitação do mar;

O Sistema nervoso nos organismos viventes;

A Sombra

A desconfiguração do ser humano ao morrer.


CÓDIGO ÉTICO DE IFÁ:


A SABEDORIA É A BELEZA MAIS REFINADA DO ÀWÓ.

REFRÕES:

- A IGNORÂNCIA DE COMO CONSULTAR O ORÁCULO DE IFÁ, OS FAZ OLHAR PARA CIMA, MAS NÃO HÁ ORÁCULO NO TETO;

- A XÍCARA ROTA NUNCA ENCHERÁ. A XÍCARA ROTA NÃO A CHAMARÁ NUNCA A JUSTIÇA;

- O FERRO QUIZ BRIGAR COM O FOGO;

- O QUE FAZ BEM A MONTÕES, RECEBE-O A MONTÕES;

- O SOL SAI PARA TODOS, MENOS PARA VOCÊ;

- UM TIGRE DEPOIS DE PASSAR UMA NOITE COM FOME AINDA É MAIS FORTE QUE UM CÃO BEM ALIMENTADO;

- O PAI DIZ: NÃO É FELIZ EM SUA CASA, É MELHOR QUE VENHA COMIGO;

-O QUE DÁ AO OUTRO, NUNCA PERDERÁ O BENEFÍCIO


OS CONSELHOS DE IFÁ


• Ifá nos avisa que este ano o nosso país tende a melhorar sua situação econômica favorecendo novos empreendimentos, porém tudo deve ser bem pensado e bem calculado;

• A inteligência é a beleza mais refinada que tem uma pessoa;

• Não podemos perder nosso equilíbrio mental e devemos utilizar nossa inteligência para conseguir o que desejamos;

• Os investimentos em agricultura obterão êxito;

• Neste ano haverá um aumento importante de doenças ligadas ao Sistema Nervoso, distúrbios neurológicos e outras doenças causadas pelo descontrole do Sistema Nervoso Central como doenças cardíacas, hipertensão arterial, depressão, ansiedade, sindrome do pânico, demência/Alzheimer, loucuras transitórias, transtornos cerebrais;

• Devemos ter cuidado com traição dentro de nossas próprias casas;

• É preciso que os mais novos respeitem os mais velhos. Os filhos respeitem os pais, os afilhados respeitem seus padrinhos, os filhos de santo respeitem aos seus pais de santo e mâes de santo;

• Neste ano não devemos negligenciar nossos problemas de saúde para evitarmos a morte. Este ano haverá muitos casos de morte prematura que poderia ser evitada se houvesse cuidados maiores das pessoas tanto espiritualmente quanto fisicamente, e também, a melhoria da estrutura de saúde em nosso país que, na situação atual, agrava enormemente este problema;

• Este será um ano espiritual, onde teremos que contar com a ajuda de nossos espíritos protetores e espíritos familiares. Atender os nossos ancestrais com cerimônias periodicamente deverá ser feito este ano para que tenhamos suas proteções;

• Neste ano, Ifá diz que os afilhados devem presentear seus padrinhos de Ifá para que recebam ashé e possam prosperar. Da mesma forma devem agir os filhos de santo com seus Babalorishas e Iyalorishas;

• Ifá recomenda que haja respeito do afilhado para com o Padrinho de Ifá. Por mais que saibam, nunca saberão mais que o Padrinho;

• Ifá recomenda que os Babalawos aprofundem seus estudos de Ifá;

• Neste ano, não devemos demorar em resolver nossos assuntos. Procure seu Padrinho de Ifá. E o não iniciado, procure um Babalawo de sua confiança para que façam as cerimônias de Ifá marcadas para este ano, sem demora;

• Neste ano Ifá proíbe banhos de rio para evitar problemas;

• Deve-se ter cuidado em ensinar aos mais novos pois poderá haver mal agradecimento;

• Não adianta ter dinheiro e não ter saúde;

• A traição interna poderá atingir setores do governo, levando a conflitos e rompimentos de acordos feitos entre partidos, gerando a instabilidade política, podendo comprometer a permanência do governo atual.


PATAKIN:

O Agricultor e a Riqueza

Uma vez havia uma seca muito grande e um agricultor foi até Orunmilá e este lhe fez um Osode (consulta) e viu este Odu. Marcou ebó com: 1 carneiro, 1 galo, pombo, facão, enxada, cotia, peixe defumado, demais ingredientes e muito dinheiro. Em poucos dias, depois que o agricultor havia feito ebó, começou a chover quando ele se encontrava almoçando e disse: “Quando pare de chover, começarei a trabalhar a terra”. Quando o agricultor começou a trabalhar a terra ele se encontrou com a riqueza.


Fonte:https://www.facebook.com/notes/comunidade-ifá-ontem-ifá-hoje-ifá-sempre/letra-do-ano-2017-no-brasil/1856079781305050/

quarta-feira, 8 de julho de 2015

YEMANJA


Minha Mãe - Linda demais!
Ela une todas as coisas 
como eu poderia explicar, 
um doce mistério de rio, 
com a transparência de um mar.... 
Ela une todas as coisas, 
quantos elementos vão lá ... 
sentimento fundo de água, 
com toda leveza do ar 
Ela está em todas as coisas, 
até no vazio que me dá, 
quando vejo a tarde cair 
e ela não está 
Talvez ela saiba de cor 
tudo que eu preciso sentir 
Pedra preciosa de olhar ! 
Ela só precisa existir 
para me completar 
Ela une o mar 
com o meu olhar 
Ela só precisa existir 
pra me completar 
Ela une as quatro estações 
Une dois caminhos num só 
Sempre que eu me vejo perdido 
une amigos ao meu redor 
Ela está em todas as coisas 
até no vazio que me dá 
quando vejo a tarde cair 
e ela não está 
Talvez ela saiba de cor 
tudo que eu preciso sentir 
Pedra preciosa de olhar ! 
Ela só precisa existir 
para me completar 
Ela une o mar 
com o meu olhar 
Ela só precisa existir 
pra me completar 
Une o meu viver 
com o seu viver 
Ela só precisa existir 
pra me completar 


É só apertar o play



terça-feira, 10 de setembro de 2013


Iboru Iboya Ibosese!


Muito feliz pela minha iniciação em Ifá! Me foi ensinado nesta iniciação que a humildade, a paciência, o caráter, a dignidade e a sabedoria, deverão ser superiores a qualquer tipo de vaidade, prepotência, arrogância e ambição. Agradeço a todos que lá estiveram, Babalawos,Adalto, Egídio, Alírio Jr, meu Ojubona Paulo Victor(Pablito), Apetebis Claudia, Kely, Milana, Heloisa, Beth, Katia, pelo carinho e cuidado que me devotaram. Peço desculpas a quem não mencionei, ainda estou aprendendo os nomes de vcs, rss. A minha família e aos meus amigos pelo apoio e parceria,neste novo caminho que adentro.

Especialmente ao meu padrinho Jander Luiz OLUWOSIWAJU, Otrupon Anguede Ifá Kumbí omo oggun, por tudo que me ensinou, pela confiança que nós devotou, pelo respeito as nossas limitações, por não ter medido esforços para ficarmos bem, com todo respeito padrinho " O SENHOR É O CARA" e a minha madrinha Maria Clara, Apètèbí Àyánfá IreteYero, por toda delicadeza e dedicação que tratou a todos nós. 
Aos meus irmãos de iniciação Àwófá kán Carlos Osarete e Àwófá kán Marcos por todo amor que me dedicaram, para sempre juntos e misturados.





quinta-feira, 30 de maio de 2013

Se eu quiser falar com DEUS


PARA REFLEXÃO

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nois
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios
Tenho que esquecer a data
Tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias
Ter a alma e o corpo nus...

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que aceitar a dor
Tenho que comer o pão
Que o diabo amassou
Tenho que virar um cão
Tenho que lamber o chão
Dos palácios, dos castelos
Suntuosos do meu sonho
Tenho que me ver tristonho
Tenho que me achar medonho
E apesar de um mal tamanho
Alegrar meu coração...

E se eu quiser falar com Deus
Tenho que me aventurar
Eu tenho que subir aos céus
Sem cordas prá segurar
Tenho que dizer adeus
Dar as costas, caminhar
Decidido, pela estrada
Que ao findar vai dar em nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Do que eu pensava encontrar!



Se eu quiser falar com Deus!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013



ÌPÒRI – O CULTO À PLACENTA

O ìpòri é um dos três elementos que constituem a alma. Ele simboliza a energia advinda diretamente de nossos ancestrais. Esta energia é ligada a nossa cabeça (orí), ao nosso eledá (guia ancestral, Orixá) e ao nosso destino (odù).
O ipori não é um ente individualizado, mas como uma partícula de hereditariedade, que impõe sua marca na personalidade, na vida, na saúde e portanto no destino de cada Ser. Uma espécie de “DNA espiritual”.
Por ser imaterial, após a morte da pessoa, o ipori se desprende e acompanhará aquela alma nas próximas reencarnações (atunwá), funcionando como um registro de ancestralidade, quase como uma “caixa preta” que registra ao longo de sucessivas existências, as emoções, as experiências, as marcas de ancestralidade, etc.
Observemos que o conceito de ancestralidade, é muito mais abrangente do que a idéia de mera consanguinidade.
O Ìpòri resume em si uma espécie de “força ancestral” que faz um elo entre orí do indivíduo, passando por seus antepassados mais remotos, até chegar a seus ascendentes divinizados (eledás).
Com este conceito, explica-se a força espetacular que funda os gêneros familiares, perpetua as culturas e une os Homens em uma cadeia global.
A cultura nagô simboliza o ipori como matéria da qual os Orixás escolheram a massa para nos moldar. Poderiamos comparar o ipori a massa que faz o pão.
Antes de qualquer oferenda à cabeça, seja um bori, ou a simples oferenda de um obi, sempre o ipori deverá ser evocado, numa saudação aos ancestrais daquela pessoa.


O ipori é então reverenciado pelo oficiante quando este toca a sola do pé direito (lado paterno) e do pé esquerdo (lado materno).
Este gesto é repetido todos as vezes em que um iniciado está recolhido. Quando os mais velhos tocam a sola dos pés do “recolhido” para acordá-lo, estão despertando o ipori daquele irmão.

Por ser tão importante o ìpòri merece um ritual próprio, chamado de culto à placenta.
Este rito consiste no ato de enterrar o cordão umbilical e a placenta do recém-nascido aos pés de uma árvore existente na comunidade onde vive sua família, a fim de que seja então mantido o elo de ancestralidade que liga aqueles seres desde o òrun (céu) até o áiyé, despertando assim o enikéji (nome dado ao nosso duplo etéreo que vive no Òrun). Enikéji: do Yoruba, Eni – pessoa, Kéji – Segunda.
Orí Inú é a essência do psiquismo, da personalidade da alma, que deriva diretamente de Olódùmarè, Deus Supremo. O Orí Inú e nossa essência, aonde Deus Criador soprou o seu hálito (èmí), e nos criou. O Orí Inú é o ser interior e espiritual do homem e é imortal.
O ipori é peça fundamental a este conceito. O Homem se torna imortal a medida em que se perpetua na essência de seus descendentes.
Entender o ipori como liame entre o ser e seus ancestrais, reafirma o forte conceito yorubá de respeito e de gratidão aos mais velhos, bem assim a necessidade de honrar aqueles que viveram antes e nos proporcionaram não só a vida, mas as condições de viver.
Contudo, em nenhum momento a reconhecimento do ipori como herança ancestral, exime o Homem de sua responsabilidade. Antes pelo contrário, reforça que a pessoa deve valorizar os elementos que herdou para aperfeiçoar-se, esmerando seu próprio caráter (ìwà).